A iniciativa “Belt and Road (BRI)” é uma estratégia de desenvolvimento global de infraestrutura adotada pelo governo da China, que possibilita investimentos em cerca de 20 países da América Latina.

Criada em 2013, a iniciativa leva os investimentos chineses para 146 países; entre as economias latino-americanas, incluem-se Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Equador, Peru, Panamá, Uruguai e Venezuela.

Os investimentos estrangeiros diretos não financeiros realizados pela China, globalmente, no primeiro tri de 2022, foi de US$ 26,9 bilhões; os países que compõem o BRI receberam 18% mais que em 2021. O fluxo de comércio exterior com os países integrantes do BRI cresceu 16% no mesmo período, sendo que o comércio bilateral entre eles e a China ultrapassou US$ 6 bilhões em cinco anos.

Adicionalmente, nenhum projeto associado à produção de carvão recebeu investimentos em 2021, enquanto financiamentos para energias renováveis e investimentos verdes atingiram novo recorde entre os países do BRI em 2021.

Nos últimos 10 anos, mais de US$ 120 bilhões em investimentos foram direcionados da China para a América Latina. Nesse cenário repleto de oportunidades, 2022 poderá ser decisivo para a região.

Fonte de insumos para a China

Convém ressaltar que a América Latina é uma fonte inesgotável de insumos para a economia chinesa; a China, por sua vez, representa uma importante fonte de renda para os países latino-americanos.

Neste sentido, o BRI é ideal para que as duas regiões ampliem suas relações e busquem um desenvolvimento econômico sustentável para ambas. Alguns países latino-americanos já estão colhendo os frutos dessa relação.

Peru, Equador, Panamá e Costa Rica já viabilizam, graças à China, o desenvolvimento ou a recuperação de diferentes obras de infraestrutura; Argentina, Brasil e Colômbia estão dialogando com o país asiático.

O BRI é uma excelente oportunidade para os países latino-americanos. Se bem compreendida, disponibiliza uma grande fonte de recursos econômicos que poderiam suprir a demanda constante de investimentos privados na região.

O Brasil ainda não assinou um acordo para ingressar na iniciativa, mas cultiva um bom relacionamento com a China e é um dos beneficiários dos investimentos em infraestrutura do país na América Latina. 

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