A diversidade está no foco das organizações. Esta é uma das conclusões de uma pesquisa realizada pelo Board Leadership Center da KPMG International com mais de 700 respondentes de diferentes países.

A análise consultou conselheiros de administração e membros de comitês de Auditoria, para entender como os desafios e as oportunidades referentes à diversidade são percebidos na alta administração.

A maioria dos participantes (63%) ponderou que, de fato, a composição do conselho de suas empresas deve ser revisada, sobretudo para corrigir a escassez de visões diferentes em questões estratégicas.

Cenário sul-americano

Especificamente na América do Sul, os líderes entrevistados da Argentina e do Brasil garantiram que a composição do conselho executivo é sim um assunto relevante para 65% e 69% deles, respectivamente.

Cerca de 90% dos líderes sul-americanos comentaram que desejam incorporar novos membros aos seus conselhos no médio prazo. Essa expectativa de mudança é motivada, para 60% dos respondentes, pela necessidade de manter a competitividade (60%).

Os líderes da região afirmaram que, na hora de decidir por novos membros aos seus conselhos, eles priorizam: perfil C-level; experiência anterior em conselhos de administração; e conhecimento do setor.

Os executivos não destacaram experiência em questões ambientais, sociais e de governança (ESG). Quanto às barreiras para a construção de um conselho mais diversificado, os respondentes elencaram os seguintes pontos: 

Falta de priorização, por parte do Conselho ou do CEO, da questão de diversidade (isso é verdadeiro para 68% e 65% dos pesquisados na Argentina e no Brasil, respectivamente).
O CEO ou o conselho tende a recrutar membros de um círculo social ou empresarial limitado (para 26% e 28%, segundo argentinos e brasileiros, respectivamente).
Escassez notória de candidatos que atendam aos critérios buscados de diversidade e reúnam as qualificações necessárias para ocupar cargos na alta direção (19% na Argentina e 12% no Brasil).

Em resumo, o estudo da KPMG destaca que as organizações da região estão incorporando a diversidade nas suas agendas, com a intenção de convergir para as novas tendências impulsionadas pelos stakeholders, investidores e sociedade em geral.

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