O futuro da mobilidade é o tema central da pesquisa “Mobilidade 2021”, realizada pela KPMG no Brasil, AutoData e SAE Brasil. A análise traz um retrato das expectativas, dos desafios e das mudanças que devem transformar profundamente o setor automotivo.

Os dados foram coletados entre os dias 31 de maio e 25 de junho de 2021, a partir de um levantamento feito com 942 participantes, que, por sua vez, foram divididos em dois subgrupos: os que atuam diretamente na indústria automotiva; e os que são consumidores de veículos.

A publicação versa sobre alguns aspectos essenciais que envolvem o presente e o futuro da mobilidade, incluindo diferentes temas, tais como prioridades de investimento do setor automotivo, transformação digital, veículos elétricos e relevância da experiência do cliente.

Mobilidade: mudanças no horizonte

Os respondentes que trabalham na indústria automotiva concordam que, nos próximos 10 anos, o atual modelo de negócios mudará radicalmente no País. Nesse cenário, a prestação de serviços conquista espaço em detrimento da venda de veículos. 

Para Ricardo Bacellar, líder do setor de Industrial Markets e Automotivo da KPMG no Brasil:

O fato de a maioria dos profissionais novamente concordar que há uma mudança radical no modelo de negócios à frente, repetindo o que foi observado na pesquisa de 2019, demonstra a maturidade desta visão no setor automotivo nacional.

Mas as quebras de paradigmas não param por aí. Assim como em 2019 – ano da primeira edição da pesquisa – o conceito de Indústria 4.0 lidera quando o assunto são as prioridades na jornada da transformação digital para o futuro. 

Em paralelo, as tecnologias a seguir também vêm ganhado espaço:

  • Costumer Experience
  • Inteligência Artificial
  • Cyber Security
  • Inteligência Artificial e Cyber Security ganharam espaço competindo diretamente com Big Data e Analytics.

Outro destaque aponta uma alteração no hábito do brasileiro, pois a maioria dos consumidores entende como positiva a oferta de um pacote de serviços de conectividade para o veículo em parceria com uma operadora de telefonia celular.

Esse dado revela, em especial, que o conceito de “carro conectado”, além de ser um objeto de desejo, representa uma necessidade dos compradores.

Ainda sobre a visão dos consumidores, a análise salienta um assunto considerado incipiente: os carros por assinatura. A oferta de serviços de assinatura é bem vista por mais de 50% dos entrevistados, enquanto cerca de um terço responderam não conhecer o serviço.

Bacellar explica que diversas montadoras estão passando a oferecer veículos por assinatura – prática inexistente em 2019 mas apontada como desejada por 80% dos consumidores entrevistados na pesquisa daquele ano.

Isso demonstra claramente o desejo da indústria em diversificar suas receitas.

O setor automotivo e as políticas ESG

Os dois grupos de entrevistados (indústria e consumidores) são unânimes em relação à importância da mobilidade sustentável, em que os veículos com emissão zero também sejam fabricados e abastecidos por meio de fontes limpas.

A indústria também já percebeu a relevância de políticas consistentes de ESG, assim como das metas de sustentabilidade. Embora o caminho para a efetividades dessas intenções seja longo, já é notável um movimento na direção de processos mais sustentáveis.

A mobilidade e o setor automotivo de modo geral devem enfrentar transformações expressivas ao longo dos próximos anos. Diversos são os fatores que contribuem para esse cenário, por isso confira a pesquisa Mobilidade 2021 e entenda todos os detalhes.  

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