O tema ESG está avançando rapidamente no cenário mundial. Desde 1993 – ano em que a KPMG começou a avaliar os relatórios de sustentabilidade divulgados publicamente pelas empresas – ocorreram mudanças drásticas no que diz respeito à relevância do assunto.

A 11ª edição do relatório “The time has come: The KPMG Survey of Sustainability Reporting 2020”, traz uma visão detalhada das tendências globais e regionais em sustentabilidade, com base nas revisões dos relatórios de mais de 5.200 empresas sediadas em 52 países.

E, para obter um retrato mais aprofundado acerca das iniciativas e metas relativas a ESG dos países latino-americanos, a KPMG elaborou a análise “Chegou o momento: avanços e desafios da gestão corporativa em aspectos de ESG na América Latina”.

Os países contemplados no estudo, desenvolvido com base nos resultados da publicação global, são: Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá e Peru.

ESG e os riscos das mudanças climáticas

É indubitável que as mudanças climáticas estão se tornando um assunto cada vez mais preocupante para governos, empresas e sociedade em geral. No cenário corporativo, essa tendência não é diferente.   

A título de exemplo, na América Latina, 30% das empresas reconhecem o risco financeiro que as mudanças climáticas implicam para os negócios. Esse dado mostra o crescente entendimento do tema e também aumenta a exigência por transparência.  

Confira o percentual de empresas que veem possíveis riscos financeiros advindos das mudanças climáticas:

  • Brasil: 46%
  • Peru: 41%
  • Argentina: 37%
  • Costa Rica: 31%
  • Colômbia: 30%
  • México: 29%
  • Panamá: 23%
  • Equador: 2%

Relatórios ODS: desconexão com metas de negócio

Segundo a ONU Brasil, “Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e prosperidade”.

A pesquisa sugere que os relatórios corporativos sobre os ODS se concentram nas contribuições positivas que as empresas fazem para atingir as metas, contudo, não têm transparência na apresentação dos impactos negativos.

Na América Latina, o México é o país que mais se destaca no quesito “divulgação de relatórios sobre os ODS”. Confira os demais resultados:

  • México: 83%
  • Colômbia: 70%
  • Brasil: 67%
  • Peru: 54%
  • Argentina: 52%
  • Panamá: 43%
  • Costa Rica: 39%
  • Equador: 28%

Esses resultados apontam que, na América Latina, em média, o percentual de divulgação de relatórios sobre os ODS é de 55%. Em relação aos segmentos de atuação das organizações, o destaque é para a indústria de Mineração, 75%, seguido de:

  • Tecnologia, mídia e telecomunicações: 72%
  • Serviços públicos: 66%
  • Automotivo: 62%
  • Papel e celulose: 34%
  • Petróleo e gás: 56%
  • Serviços financeiros: 55%

Acesso o estudo e confira na íntegra todas as informações sobre tendências, desafios e oportunidades da gestão corporativa em aspectos ESG na América Latina. 

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