Realizada pela KPMG, a pesquisa destaca como os executivos lidaram com a crise e aponta novos horizontes de otimismo.

Confira os insights!

O KPMG 2021 CEO Outlook, traz um retrato minucioso sobre como as lideranças brasileiras, sul-americanas e globais – principais economias do mundo – estão respondendo às transformações e aos desafios, assim como aponta as expectativas para o futuro.   

Neste ano, foram consultados 50 CEOs brasileiros; 260 sul-americanos – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Uruguai e Venezuela; e 1.325 do grupo Core Countries – integrado por Alemanha, Austrália, Canadá, China, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Itália, Japão e Reino Unido. 

As entrevistas aconteceram entre 28 de junho e 30 de julho de 2021, com CEOs de 11 setores-chave da indústria, são eles: Gestão de Ativos, Automotivo, Bancário, Consumo e Varejo, Energia, Infraestrutura, Seguros, Life Sciences, Manufatura, Tecnologia e Telecomunicações.

No Brasil, a confiança prevalece entre os executivos

Motivados pela perspectiva do fim da pandemia, sobretudo por conta da vacinação em massa em âmbito mundial, o otimismo é alto entre os CEOs brasileiros: 82% afirmaram estar confiantes com o crescimento da economia do País nos próximos três anos.

Com relação ao contexto global, 64% dos CEOs brasileiros entrevistados estão confiantes com o avanço da economia mundial. Este resultado foi o mesmo para a análise de 2020. Além disso:

  • 86% das lideranças brasileiras ressaltaram que estão otimistas com o crescimento do setor em que atuam; em 2020, o percentual era de 76%.
  • 88% dos CEOs brasileiros afirmaram estar confiantes ou muito confiantes em relação aos próximos três anos das empresas que lideram. Esse índice diminuiu em relação a 2020, quando 92% dos respondentes afirmaram estar confiantes. 

ESG, inovação, cibersegurança: alguns dos temas que estão moldando o futuro

Diferentes são os temas e as transformações que têm impactado o presente e o futuro das empresas, tais como a inovação. Considerando o valor dessas e de outras temáticas, a pesquisa abordou os assuntos que estão atualmente na pauta estratégica dos executivos.

Dentre eles, os pilares ESG seguem em proeminência, embora tenha ocorrido uma redução no percentual de líderes que avaliaram que havia uma forte demanda, especialmente por parte dos stakeholders, para relatórios mais transparentes ligados ao ESG. Ainda assim:

  • 76% dos brasileiros entrevistados afirmaram que pretendem garantir que sejam mantidos os ganhos de sustentabilidade obtidos durante o período de crise.
  • 88% dos brasileiros entrevistados ressaltam que o estímulo do governo é necessário para turbinar os investimentos feitos pela comunidade empresarial.

Os CEOs também foram questionados a respeito de tributos, transformação digital, cibersegurança, propósito corporativo, alianças estratégicas e os principais desafios e as perspectivas de crescimento de negócios. Confira alguns dos insights sobre estes assuntos:

  • 70% dos CEOs brasileiros têm uma estratégia agressiva de investimento digital.
  • 64% dos CEOs brasileiros disseram que continuam a investir mais capital na compra de novas tecnologias, do que no desenvolvimento das habilidades digitais de seus profissionais.
  • 80% dos CEOs brasileiros acreditam que novas parcerias serão essenciais para continuar o ritmo de transformação digital. 

A perspectiva sul-americana

O otimismo registrado no Brasil segue o mesmo ritmo nos países sul-americanos, pois 87% dos líderes sul-americanos estão confiantes ou muito confiantes em relação aos próximos três anos das empresas que comandam – índice quase idêntico ao brasileiro, de 88%.

Os desdobramentos da pandemia de covid-19 também devem deixar um legado de profundas mudanças as quais as empresas já estão atentas, uma vez que:

  • 79% dos executivos sul-americanos afirmaram que a pressão exercida pela pandemia sobre as finanças públicas elevou a urgência de uma cooperação multilateral global em relação à cobrança de impostos. No Brasil, esse percentual é de 74%.
  • O trabalho remoto deve dar a tônica nos modelos de trabalho daqui para frente. Apesar disso, apenas 15% dos CEOs sul-americanos diminuirão a presença física de suas empresas. No Brasil, esse resultado é de 16%.

Panorama global

O grupo intitulado Core Countries compartilha do mesmo otimismo das lideranças brasileiras e sul-americanas, pois 82% dos entrevistados (mesmo percentual do Brasil) disseram estar confiantes com o crescimento da economia de seus países nos próximos três anos.

A respeito do ambiente internacional, 60% dos entrevistados estão confiantes com o avanço da economia mundial. Já com relação ao avanço das receitas de suas próprias empresas, 48% dos executivos globais salientaram que esperam expansão de até 2,49% ao ano no próximo triênio.

Os demais destaques do grupo Core Countries apontam que:

  • 65% dos líderes dos países pertencentes ao grupo destacaram uma estratégia agressiva de investimento digital.
  • Nesse sentido, 60% dos CEOs globais reiteraram que continuam a investir mais capital na compra de novas tecnologias, do que no desenvolvimento das habilidades digitais de seus profissionais.
  • 78% dos CEOs globais afirmaram que precisam de mais agilidade para investir em novas oportunidades e abandonar negócios que entraram em obsolescência. Já no Brasil, 84% dos CEOs apontaram essa estratégia.

No que concerne aos pilares ESG, os líderes globais parecem estar alinhados com os propósitos dos executivos brasileiros:

  • 77% dos CEOs globais entrevistados afirmaram que pretendem garantir que sejam mantidos os ganhos de sustentabilidade obtidos durante o período de crise.
  • 77% dos líderes globais ressaltam que o estímulo do governo é necessário para turbinar os investimentos feitos pela comunidade empresarial.

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