O mercado industrial está em plena transformação. A confiança na estabilidade da cadeia de suprimentos foi abalada. Disputas políticas e alterações nas tarifas impactaram o comércio global. As demandas e expectativas do s clientes também mudaram. Agora, muitos fabricantes estão se perguntando se o seu volume de produção atual ainda é o ideal no contexto da realidade pós-covid.

O estudo “Where to manufacture? Global analysis of the cost of doing business” mostra que o custo de fazer negócios deveria ser avaliados também sob a perspectivas do que poderia ser chamado de custos secundários. Para ajudar os executivos neste cenário, a KPMG e o Manufacturing Institute estruturaram um índice quantitativo do custo de fazer negócios em 17 mercados de manufatura espalhados pelo mundo.

O que os fabricantes reconhecem cada vez mais é que os custos de mão de obra são apenas uma parte do custo total de fazer negócios. Por outro lado, os chamados custos secundários, que incluem análises do ambiente de negócios, costumam ser um indicador melhor do custo total.

Canadá lidera o ranking

O Canadá ficou em primeiro lugar no custo total de fazer negócios, apresentando o menor número entre as 17 regiões analisadas. Os mercados da Ásia-Pacífico também tiveram um bom desempenho, liderados por Taiwan, Coreia do Sul e Malásia, ocupando o segundo, terceiro e quarto lugar, respectivamente. Já os Estados Unidos conquistaram a quinta colocação no ranking.

Em contrapartida, mercados tradicionais de baixo custo, como México, Índia, China e Brasil, apresentaram custos de fazer negócios acima da média, com potencial de melhora para o futuro. Junto ao Vietnã, Japão e Itália, eles representam os países com os maiores custos do ranking.

Nesta perspectiva, o estudo representa um substancial referência comparativa para políticas empresariais e públicas que busquem planos concretos para reverter esse cenário.

Mundo em mudança

Os resultados obtidos pela pesquisa indicam que os países com melhor classificação no índice de custo secundário geralmente tiveram um melhor desempenho nas classificações gerais. Das cinco economias mais competitivas na classificação geral, apenas duas — Malásia e Taiwan — têm uma pontuação de custo primário melhor do que a de custo secundário.

Segundo o estudo, muitos fabricantes estão reavaliando seus custos e a estabilidade da cadeia de suprimentos atualmente. A variabilidade atual das taxas de câmbio, tem um impacto direto relevante nos custos. Além disso, transformação digital deverá mudar a dinâmica e a equação de valor de alguns mercados e setores. Fatores como a reforma tributária no caso do Brasil,  podem ter reflexo significativo na classificação relativa de um país.

Como os principais fatores de custo são mensurados em dólares americanos, os resultados do estudo são afetados pela força relativa das várias moedas em relação ao dólar. Uma vez que as taxas de câmbio flutuam, elas possivelmente afetam a classificação dos componentes de custo individuais, mesmo que os custos da moeda local não mudem.

Confira o ranking na íntegra e outros insights acessando o estudo completo

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