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A publicação Empresas familiares: a agenda do Conselho de Administração 2021/2022, elaborada pelo ACI Institute em conjunto com o Board Leadership Center Brasil, destaca nove temas prioritários para a Agenda do Conselho de Administração das empresas familiares.

Levando em consideração a atual conjuntura do Brasil e do mundo – pandemia, tensões comerciais e geopolíticas, dificuldades no financiamento e na administração das dívidas, disrupção tecnológica e dos modelos de negócios, aumento do risco cibernético, dentre outros fatores – a análise enfatiza os seguintes pontos:

  • Resposta da Administração aos impactos da Covid-19, sem perder de vista o cenário geral dos negócios;
  • Estruturação de um Conselho que represente a estratégia da empresa e suas futuras necessidades;
  • Priorização da gestão do capital humano e da sucessão do CEO;
  • Questionar se a empresa está fazendo o suficiente para promover mudanças reais e duradouras no combate ao preconceito sistêmico e ao racismo;
  • Reavaliar o foco da empresa em ESG e seu propósito corporativo;
  • Atuar na definição do tone-at-the-top e monitorar a cultura corporativa;
  • Reavaliar se os planos de resposta e resiliência a crises estão alinhados à estrutura de gerenciamento de riscos (ERM) da empresa;
  • Abordar a segurança cibernética e a privacidade de dados de forma holística (governança da informação);
  • Monitorar atentamente a qualidade das demonstrações financeiras e as informações gerenciais derivadas do processo contábil.

 

Conselho, gestores e equipe sob pressão

Dentre outras constatações, a publicação destaca que os conselhos de administração continuarão a atuar em um cenário de grande incerteza e recuperação econômica desigual. Por isso, a pressão que há hoje sobre o conselho, a gestão, os funcionários e a governança como um todo deverá permanecer por um bom tempo.

Outro fator a ser considerado é que o legado da pandemia não desaparecerá subitamente. Nesse contexto, navegar pelo desconhecido exigirá um foco maior nas pessoas, na liquidez financeira, nos riscos operacionais e nas contingências. As empresas precisam estar preparadas para se readequarem e, potencialmente, reformularem seu entendimento sobre o impacto da pandemia em suas atividades e operações.

ESG e propósito corporativo

O sucesso de uma organização e o retorno para os acionistas pressupõem, entre outros fatores, gerenciamento dos riscos, inovação, capitalização de oportunidades e execução da estratégia.

Contudo, o contexto para o desempenho das empresas passa por transformações e, no atual cenário, o ativismo dos stakeholders em relação a questões ambientais, sociais e de governança (ESG) é um dos principais pontos de atenção. Por isso, definir os temas prioritários em ESG e incorporá-los ao seu core business, é um desafio cada vez mais urgente para todas as companhias.

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