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A COVID-19 mudou nossas vidas e, para muitas empresas, transformou seu modelo de negócio. Nesse sentido, alguns exemplos dos reflexos enfrentados pelas organizações são: profissionais trabalhando em home office, instalações fechadas, cadeias de suprimentos interrompidas e transição para canais digitais. Enquanto quase metade dos líderes de negócios globais que participaram da Global CEO Outlook Pulse Survey 2021 – conduzida pela KPMG - espera o retorno ao normal em 2022, um em cada cinco executivos afirma que seus negócios mudaram de forma permanente.

Diversas organizações aceleraram a implantação de tecnologias e, mais do que isso, tornaram-se extremamente dependentes dessas ferramentas, assim como da infraestrutura que apoia esse novo cenário dos negócios. Como exemplo, organizações que antes precisaram de dois anos para implementação do Skype, utilizado por apenas 42% dos colaboradores nos últimos cinco anos, implementaram seu sucessor, o Microsoft Teams, globalmente em apenas três semanas, e utilização por quase 100% do time em duas semanas após o lançamento.

Com o suporte de diferentes tecnologias, o cotidiano se divide em videoconferências, colaboração virtual com a equipe e interações por meio de canais digitais, o que se apresenta como uma tendência - 61% dos executivos disseram que continuariam a utilizar essas ferramentas para além do período pós-pandemia.

Paralelamente, as organizações criminosas demonstraram agilidade e criatividade explorando o medo, a incerteza e a dúvida que a COVID-19 provocou: o ambiente de trabalho remoto passou a ser explorado de forma consistente, com diversos casos de e-mails corporativos comprometidos e crescente número de ataques de ransomware. Compreende-se, assim, que a razão pela qual o risco de segurança cibernética figura entre as principais preocupações dos CEOs e como fator de risco para o crescimento organizacional nos próximos três anos, como destaca a pesquisa CEO Pulse.

Embora a segurança cibernética figure entre os principais riscos há anos, sua relevância no mundo dos negócios nunca foi tão significativa e notória; a ampla digitalização contribuiu de modo incisivo para a aceitação do tema como uma verdadeira prioridade.

Por muitos anos, os executivos mantiveram a impressão de que suas empresas estavam mais seguras e bem preparadas para lidar com um incidente cibernético do que realmente estavam. Ao olhar para os resultados da análise, verifica-se que a ilusão de segurança criada pelo trabalho em edifícios bem supervisionados, com equipe de segurança, crachás e CFTV, vem sendo desfeita em razão do surgimento de um ambiente de trabalho composto por espaços e computadores domésticos, celulares e conexões de internet frequentemente instáveis.

Neste novo cenário, a preocupação com a segurança cibernética se torna ainda mais abrangente, atingindo todo o time de colaboradores e, inclusive, a alta liderança, agora mais consciente sobre a fragilidade de sua infraestrutura digital. Assim, a maioria dos executivos sêniores, 52%, aponta que suas empresas esperam investir mais em medidas de segurança da informação - a posição mais alta na lista de áreas de investimento, seguida de perto por tecnologias centradas no cliente, como chatbots, comunicações digitais e inteligência artificial.

Não se trata apenas de investimento - ainda que bem-vindo e necessário - mas da abordagem que as organizações adotam com relação à segurança cibernética. Notamos, cada vez mais, sua incorporação ao negócio principal, com envolvimento e responsabilidade executiva, reforçadas pelo crescente interesse regulatório em resiliência cibernética e por incidentes recentes de alto nível.

A digitalização impulsiona o reconhecimento do valor da análise de dados e da exploração de seus resultados, ensejando reestruturação interna das organizações por meio da criação de cargos executivos específicos e da implementação de programas de governança em privacidade e segurança da informação. As organizações mais bem-sucedidas, por sua vez, não apenas tratam a segurança cibernética como chave para o sucesso, mas também como forma de conquistar a confiança dos demais por meio da proteção de seus dados confidenciais e transparência de sua abordagem.

Assim, verifica-se que a segurança cibernética desempenha papel crucial não apenas como meio de mitigação de riscos, mas também como fator fundamental para conquista da confiança dos consumidores e do mercado, reforçando sua crescente relevância.

 

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