Inclusão e Diversidade, Princípios ESG, Carreira, Inovação e Tecnologia. Esses são alguns dos temas que a liderança feminina precisa lidar no ambiente corporativo e de negócios hoje e, muito provavelmente, no futuro. Desafios que fazem parte da realidade do Brasil e do mundo.

A pesquisa Global Female Leaders Outlook (GFLO) elucida em detalhes os percalços que as líderes mulheres têm enfrentado nas empresas em nível global. A análise, conduzida entre os meses de setembro e outubro de 2020, contou com 7% de brasileiras dentre as 675 executivas de 52 países participantes.

A partir dos dados coletados, foi possível elaborar um recorte exclusivo acerca do cenário brasileiro no que concerne à liderança feminina. São abordados diversos fatores como reflexos da covid-19, riscos e oportunidades, carreira, diversidade de gênero, bem como perspectivas de crescimento.

Sobre esse último dado, as executivas brasileiras se mostram mais otimistas: 57% das entrevistadas afirmam estar confiantes com o crescimento de suas empresas. Já no cenário global, esse percentual é de 47%. As respondentes que relatam muita confiança é igual no Brasil e no mundo: 11%. 

A diversidade de gênero

É evidente que o mercado corporativo está mudando e evoluindo. No quesito diversidade de gênero, houve importantes avanços que foram acelerados pela pandemia.

Por exemplo, na visão de 68% das executivas brasileiras, a comunicação com os times melhorou durante a crise. No recorte global, 58% das respondentes em cargos de gerência acreditam que sua comunicação pessoal com os profissionais também melhorou.

O bom equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é o destaque em relação à satisfação dos funcionários, tendo em vista que 52% das líderes brasileiras consideram esse aspecto primordial, seguido de jornadas com horário flexível (48%). Na pesquisa global, os resultados são muito semelhantes, sendo 50% e 48%, respectivamente.

No que concerne à transparência de igualdade de remuneração, no Brasil, apenas 36% das respondentes acreditam que suas empresas são transparentes. No resultado mundial, 47%. Ademais, 92% das executivas globais concordam que estamos longe de termos diversidade de gênero em conselhos de administração.

ESG: uma agenda necessária

Seja qual for o setor da economia, os princípios de ESG (ambientais, sociais e de governança) estão em pauta. De grande relevância para stakeholders, investidores, C-levels, dentre outras figuras, o tema ESG tem alcançado posição estratégica também entre a liderança feminina.

É importante destacar que apenas 25% das líderes brasileiras afirmaram que se sentem pressionadas por stakeholders, clientes e demais interessados em tomar medidas para ajudar a resolver o avanço das mudanças climáticas. Para as executivas globais, esse fator tem mais peso, pois 44% das respondentes disseram que há uma maior exigência nesse tema.

No que concerne ao “S” (social), 65% das entrevistadas no Brasil ressaltaram que a crise econômica derivada da crise sanitária praticamente obrigou as empresas a colocar a questão social acima de qualquer outra. Assim, 39% das respondentes afirmaram que há uma pressão relevante acerca do tema desigualdade social.

Embora a pandemia tenha imposto necessidades urgentes que obrigaram as empresas a realocarem recursos e a adiarem estratégias para uma efetiva adequação à sustentabilidade, assuntos como o combate às mudanças climáticas e a promoção da equidade de gênero seguem em destaque.

Essas e outras informações podem ser conferidas na íntegra na pesquisa Global Female Leaders Outlook 2020: Recorte Brasil (Edição Especial Covid-19), assim como no Relatório Internacional. Confira ambas as análises e saiba como a liderança feminina tem respondido aos desafios relativos à diversidade, ESG, inovação, dentre tantos outros temas. 

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