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Na América Latina, a infraestrutura, um dos setores de maior protagonismo socioeconômico, enfrenta há anos problemas de poucos investimentos em áreas prioritárias à população. A atuação do poder público figura como ponto fundamental para reverter esse cenário.

Para se ter uma ideia, atualmente, a América Latina investe entre 2% e 3% do PIB nessas áreas; a recomendação é que esse investimento seja elevado para pelo menos 5%.

No entanto, alguns entraves impedem o alcance desse percentual. Segundo o estudo da KPMG, os principais impeditivos são: a ausência de recursos, 49%; a politização das prioridades dos projetos, 35%; e a ausência de um planejamento estratégico de longo prazo, 26%.

Nesse aspecto, algumas iniciativas são cruciais para melhorias no nível de investimentos e, portanto, no desenvolvimento da infraestrutura, dentre elas: despolitizar a gestão de políticas públicas; aprimorar o treinamento dos profissionais do poder público; e maior uso de PPPs.  

O papel social da infraestrutura

Para responder aos impactos da pandemia, a atenção do poder público está centrada na recuperação econômica e na infraestrutura. Todavia, não basta apenas investir, é preciso que os recursos venham com maior transparência, por exemplo, tendo em vista as práticas ESG.

O fato é que as obras de infraestrutura também podem exercer um papel social, assegurando aos mais vulneráveis estejam no centro das políticas e decisões do governo.

Para isso, é preciso uma agenda progressista que abrange aportes mais expressivos, pois nos últimos 10 anos, os governos não elevaram os investimentos em infraestrutura. Portanto, se o poder público não repensar essa estratégia, será difícil reaver os empregos perdidos.

Acesse a pesquisa Infraestrutura na América Latina: perspectivas do setor público e confira os detalhes de cada resultado.

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