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A gestão do capital de giro demanda planejamento e um contínuo acompanhamento. Afinal, é este o montante responsável por garantir o pleno funcionamento da companhia. Neste artigo sobre o tema, apresentamos três maneiras eficientes de evitar que a organização sofra com problemas relacionados aos recursos financeiros.

O capital de giro está sujeito a exposições e riscos provenientes de todas as áreas da organização, como contas a pagar, gerenciamento de estoques e recursos humanos, entre outras. A soma das atividades que são feitas diariamente é capaz de impactar o recurso ao longo dos meses. Tal fator faz da gestão do capital de giro uma atividade que deve estar enraizada na rotina e na cultura da companhia.

Nesse contexto, é imprescindível que o gestor financeiro e os integrantes da sua equipe atuem como disseminadores de informações relevantes, alertando as áreas a respeito das boas práticas que garantem um capital de giro equilibrado. Esses dados são obtidos a partir do mapeamento das atividades, ou seja, o fluxo de caixa, e viabilizam a criação de uma metodologia capaz de otimizar o nível do recurso. Isso significa que as áreas devem estar alinhadas à estratégia de crescimento da organização, como descrevemos detalhadamente nos tópicos subsequentes.

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Como administrar o capital de giro?

Passo 1: é preciso planejamento

O gestor financeiro precisa ter em mente que normalmente não é saudável corrigir o problema quando o mesmo estiver no limite. A gestão dos recursos deve ser contínua e disseminada dentro da organização. Para atingir tal objetivo, é necessário fazer uma análise do fluxo de caixa, que reúne o mapeamento de todas as atividades da organização. Essa análise permite identificar quais setores contribuem para a preservação e para a geração de caixa, assim como os que precisam de correções.

A análise embasada no fluxo de caixa é capaz de apontar, por exemplo, quando é preciso negociar com fornecedores e clientes prazos mais adequados para o pagamento ou oferecer descontos atrativos para quem deseja pagar à vista. Reduzir os prazos de financiamento também é um caminho estratégico, bem como fazer uma gestão minuciosa do estoque.

Há situações específicas, no entanto, que podem deixar o capital de giro negativo, o que requer uma atenção extra, mas não determina que a organização enfrente uma situação extremamente delicada. As empresas passam por momentos nos quais precisam ter gastos e investimentos maiores, como lançamentos de um produto ou serviço, por exemplo. Nesse caso, o aumento do volume de gastos é necessário para concretizar determinada atividade, a qual deverá ser capaz de gerar receita. Em situações como essa, o monitoramento contínuo é fundamental, pois com isso o gestor financeiro é capaz de acompanhar as necessidades de caixa, bem como se preparar para a busca de fontes para financiamento.

dois executivos conversando

Passo 2: compreender o cenário

Contar com o auxílio de um consultor financeiro é uma maneira estruturada de ter uma visão macro da empresa e do mercado e, assim, saber em quais pontos a falta de capital de giro pode ser corrigida. Tal perspectiva permite que os gestores tomem decisões mais acertadas e alinhadas aos objetivos estratégicos da companhia, com base na análise de profissionais capacitados e com experiência no mercado. Esse consultor tem a capacidade de, com base em dados e um processo analítico rigoroso, propor as melhorias que fazem mais sentido para cada empresa. A otimização do estoque, por exemplo, costuma ser uma delas. Estocar em grandes quantidades visando preços mais atrativos junto aos fornecedores pode não contribuir para o equilíbrio do capital.

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O planejamento e a gestão dos recursos também permitem a identificação dos fornecedores com os quais a organização pode negociar a ampliação dos prazos de pagamento. Além disso, a compreensão do cenário financeiro da empresa também permite uma revisão mais criteriosa das despesas. Portanto, essa análise pode contribuir para identificar gastos desnecessários que impactam diretamente o capital. 

Passo 3: alternativas para levantar capital de giro

Existem diferentes caminhos para captar recursos para o capital de giro.

Se a organização tiver contas a receber nos próximos meses, uma forma de solucionar um problema imediato de capital de giro é antecipar os recebíveis. No entanto, a menos que essa antecipação de recebíveis se torne recorrente, o efeito da antecipação ocorre apenas uma única vez. Uma opção que pode ser melhor no médio/longo prazo, é a securitização de recebíveis.

Outro recurso recorrente é o empréstimo junto a instituições financeiras. No entanto, essas alternativas também exigem planejamento e otimização. É preciso saber ao certo qual o montante para evitar a captação de recursos desnecessários, uma vez que há juros envolvidos e tal solicitação extra encarece a transação.

Nesse sentido, contar com o apoio de um consultor financeiro também é um caminho sólido para encontrar as instituições que apresentam as melhores condições no mercado. É fundamental lembrar que o objetivo estratégico é o aumento de capital de giro – e não a atração de despesas maiores, sem necessidade. 

Importante

Em todos os casos, o melhor caminho é minimizar as necessidades de capital de giro. Daí a importância de planejar e acompanhar diariamente a situação financeira da empresa. Equilibrar as contas é fundamental, por isso tal análise periódica faz toda a diferença para garantir a saúde financeira da organização. E, conforme mencionado anteriormente, ter uma pessoa que atue com foco nessa vertente é uma maneira eficaz de buscar bons resultados.

 

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