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Apenas resiliência não é suficiente

Apenas resiliência não é suficiente

Se sairmos dessa crise simplesmente mais resilientes, estaremos assumindo a nossa incapacidade de mudar, aprender e de colocar em prática o que o setor de saúde discute há anos. Temos aqui a obrigação de sairmos melhores.

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Todo o cenário atual decorrente da pandemia nos oferece uma oportunidade ímpar de redesenharmos o futuro da saúde. Se sairmos dessa crise simplesmente mais resilientes, estaremos assumindo a nossa incapacidade de mudar, aprender e de colocar em prática o que o setor de saúde discute há anos. Temos aqui a obrigação de sairmos melhores.

Vários são os legados que esse momento nos deixará e alguns deles começam a se evidenciar. 

Sim, existe um caminho do meio não polarizado quando se fala de saúde pública e saúde privada, onde se pensa em uma regulação do paciente utilizando o melhor de cada um dos sistemas fazendo com que, na prática, tenhamos algo mais próximo de um sistema único.

Para isso, é necessário o desenvolvimento de uma central inteligente de regulação e acesso, suportada por dados confiáveis e íntegros, conectando sistemas público e privado, oferecendo serviços que reflitam as necessidades e  características dos usuários assim como  peculiaridades das regiões geográficas, e cobrindo todos os níveis de atenção dentro de uma rede integrada e qualificada.

               

Outro ponto essencial concerne à inovação. Se o setor de saúde precisava de um empurrão para acelerar a inovação, certamente ele veio. A necessidade de rever modelos operacionais e de transformar negócios será ainda mais urgente em um momento em que o Darwinismo será ainda mais forte. Aqui temos a oportunidade de rever, mudar e colocar em prática conceitos de geração de valor e cuidado centrado do paciente. Nesse sentido, a valorização da saúde deve ganhar força junto com o reconhecimento de que ela deve ser vista como investimento e não despesa tanto por governantes quanto por cidadãos.

Um dos ensinamentos que mais me desperta alegria nesse momento difícil e que pode mudar a saúde no médio e longo prazos é sobre a Educação Sanitária. Se o HIV nos ensinou de forma muito dura a importância da educação sexual, ficando como um marco para várias gerações na década de 90, o mesmo acontecerá com a Covid-19 no sentido de Educação Sanitária.

Cabe observar se o cidadão se conscientizará sobre seu papel social e em especial sobre a responsabilidade para com o sistema de saúde, e que suas ações impactam de forma relevante a sustentabilidade de todo o sistema. O protagonismo de cada cidadão na gestão de sua própria saúde e bem estar é um ponto relevante de toda a equação de equilíbrio do sistema. Temos aqui mais um exemplo de que educação e saúde caminham lado a lado e ambas possuem uma capacidade transformadora, de gerar riquezas e acelerar a produtividade.

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