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Covid-19: a resposta chinesa e as lições de como reagir a uma pandemia

Covid-19: a resposta chinesa e as lições

A China é um país que, pelo histórico de guerras e escassez num passado não distante, sempre esteve preparado com planos de contingência.

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davi wu

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O epicentro do primeiro caso oficial identificado do novo coronavírus foi na cidade de Wuhan, na província de Hubei. Após o diagnóstico fora da normalidade de diversos casos de pacientes com sintomas respiratórios que indicavam um novo surto de pneumonia, o governo chinês decidiu investigar. Rapidamente veio à tona a descoberta de um novo tipo de coronavírus, com alto poder de transmissão. O primeiro caso oficial foi divulgado no dia 31 de dezembro de 2019.

No primeiro momento o governo chinês tomou diversas decisões restritivas com o objetivo de conter o avanço deste coronavírus - agora nomeado pela comunidade médica internacional como Covid-19 - internamente e em território internacional, com o fator agravante do maior e mais importante feriado nacional da China, o Ano Novo do calendário lunar, quando mais de 800 milhões de turistas chineses se deslocariam pelo mundo e principalmente pelo país continental asiático.

A China é um país que, pelo histórico de guerras e escassez num passado não distante, sempre esteve preparado com planos de contingência. E neste caso não foi diferente. Rapidamente as autoridades identificaram o epicentro do surto e fecharam as fronteiras e acessos, uma quarentena total. Preocupados com o crescimento exponencial dos infectados, em poucos dias a quarentena atingiu todo o território chinês, colocando o país inteiro em lockdown.

Juntamente à quarentena, assim como ao isolamento social, as autoridades chinesas tomaram uma quantidade considerável de ações com o objetivo de minimizar o impacto econômico nos setores mais afetados. Políticas nacionais de incentivo ou até mesmo isenção fiscal foram aprovadas com efeito imediato, visando a auxiliar empresas diretamente afetadas pelo vírus e também aquelas que fornecem insumos para mitigar e combater a doença.

A partir de então, tudo que está relacionado direta ou indiretamente com o objetivo de controlar o vírus recebe tratamento tributário preferencial. Os governos locais também contribuíram, com a introdução de incentivo fiscais e programas de isenção de impostos para apoiar empreendedores em suas comunidades, focando na redução dos efeitos sentidos por pequenas e médias empresas.

Em áreas como Chengdu, o governo pretende acelerar o desenvolvimento de certas indústrias, como a operacionalização da tecnologia 5G, com medidas enérgicas, em sua grande parte voltada para a redução ou isenção da carga tributária.

Em Hong Kong, para reduzir o custo de financiamento das empresas, bancos introduziram empréstimos com juros baixos de até 2 milhões de HKD, tudo isso 100% garantido pelo governo. Além disso, medidas como subsídios de aluguel por até seis meses estão sendo oferecidas a empresas locais de reciclagem, além de redução de 50% do aluguel em propriedades do governo, entre outras isenções temporárias. Com efeito imediato, as taxas de registro e abertura de empresas foram zeradas para os anos de 2020/2021 em conjunto com a isenção por quatro meses de 75% das tarifas comerciais de eletricidade, água e esgoto.

Com a projeção de redução do mercado de turismo, o governo rapidamente aprovou um financiamento adicional de mais de 700 milhões de HKD, direcionado ao Conselho de Turismo para promoções externas. Diversos governos locais na China continental reduziram as taxas de crédito e empréstimo para pequenas e médias empresas. Assistência financeira adicional também está sendo fornecida, através de renúncias temporárias ao aluguel de propriedades, especialmente para empresas que apoiam o setor de turismo.

Neste momento de crise o governo, a população e a comunidade de empresários da China têm impressionado o mundo com a rapidez, sem precedentes, de como estão lidando com disciplina, cooperação e otimismo.

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